terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Vá admite, não é pelas vezes que tentas cobrir a tua pele de outros cheiros que te esqueces do toque suave das minhas ancas, dispostas com a exactidão precisa para te albergar os desgostos. Confessa, confessa que é de nojo que te satisfazes quando as saudades do meu cadáver te devoram. Aceita que sabes de cor as sinuosidades do meu corpo e as linhas do meu pensamento esmagado, porque afinal ainda te aterroriza a precisão com que antecedes os meus passos. Eu continuo à espera que o asco da tua cama abandone a minha pele e me escape o tom desmaiado do teu corpo; mas eu admito, não me sais da cabeça.

3 comentários:

Mó disse...

só tu miuda (:
és a minha escritora favorita
ahah

Margarida disse...

sublime, gorda.

ana maria disse...

sabes porque é que eu gosto dos teus textos? porque consegues transmitir sempre um bocadinho do que sentes. eu sei que nao gostas de escrever assim, mas escreves sempre sempre lindamente!