segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

É pavoroso, dormir sobre uma calma tão incrível. Sentir que as horas se dissiparam, e a cama permanece intacta; sem um gemido soado, sem um remexer de desconforto, sem o rasto de um único pesadelo que me tenhas causado. Tornou-se aterradora a indiferença que me causas, enquanto o cansaço permanece, depois de tantas horas de sono incólume, e tu insistes que a vida continua. A vida continua, meu querido, mas não enquanto decidires pregar rasteiras ao meu destino e eu cair de livre vontade, que nem uma doida varrida.

Sem comentários: